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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Exemplo de Casa passiva na Espanha, 84% de economia de energia em comparação ao padrão CTE.


Descrição:
Uma residência unifamiliar isolada com critérios de PASSIVHAUS. Uma economia de energia calculada em relação ao CTE de 84%. Um esforço conjunto, onde os conselhos do construtor e do arquiteto foram escutados para permitir a realização de uma Casa Passiva, que garantisse uma eficiência energética e conforto térmico muito altos.
A principal condição de partida foi a geometria, que estava a favor, pois sua orientação Norte-Sul facilitava a incorporação de critérios passivos que foram o fator dominante durante o processo de projeto e construção. Trata-se de uma residência construída por um autoconstrutor com certos ideais de respeito à Natureza, que chegou à construção desta residência inicialmente por uma motivação estética e do gosto pelo sistema construtivo principal: a madeira
 
 

 O isolamento das fachadas eliminou a necessidade de refrigeração
Sem dúvida, diferente da grande maioria dos autoconstrutores, esta família escutou inicialmente e acabou por confiar nas explicações da equipe de arquitetos e do construtor, desde seus conceitos de economia energética e respeito ao meio ambiente, e chegaram a um entendimento pleno do sistema construtivo empregado, aceitando um leve sobrecusto inicial na construção, contrabalanceado pela economia energética futura.
Trata-se de um edifício cujo desenho nasce de vários fatores: a sua geometria, estreita e alargada como fator de forma determinante, e seu desenho volumétrico e orientação com o intuito de aproveitar a insolação de forma natural.
Por sorte, apesar de ser estreita, a casa conta com esta orientação Norte-Sul, de maneira que no clima de Berrikano, de invernos severos e verões suaves, pode-se aproveitar a fachada Sul para a abertura de grandes espaços que permitam a entrada de energia solar “gratuita” durante os meses frios.
Este desenho podia ser convertido em um problema nos meses de verão, para proteger o interior da residência de um aquecimento excessivo. Por isso moveram-se os volumes da planta do primeiro andar e alongaram a ala Sul, de forma que as sombras autogeradas promovem uma proteção natural em relação aos raios solares mais verticais.
Os estudos de economia unidos ao cuidado do projeto PASSIVHAUS das paredes e encontros levaram a dados demolidores:
-Economia energética de 84 % frente ao padrão CTE
-Não é necessária a instalação de um sistema de calefação além de uma caldeira de pellets localizada perto do centro geométrico da casa
-Não é necessária a instalação de um sistema de refrigeração, sendo suficiente o sistema de ventilação mecânica, unido à ventilação natural do edifício nos dias mais quentes do ano.






 

 Estratégias passivas mostraram resultado na conta de energia
Se tivessem que fazer outra vez:
Repetiriam: Arquitetura solar, orientação, proteção passiva do edifício, edifício compacto, sistema construtivo de madeira
Não Repetiriam: Ausência de um controle solar efetivo durante o verão, persianas ou toldos mais eficazes.
Opinião dos usuários da residência:
O cliente nos transmite sua satisfação pelo comportamento geral da residência durante o inverno: gastaram €150 em pellets ao longo da estação, sendo que o gasto médio na região na mesma temporada fica entre €2000 e €3000. O comportamento durante os dias mais quentes não é tão confortável quanto se desejaria, mas com a ventilação natural consegue-se facilmente a temperatura do edifício nas horas noturnas.




Simulações de ganho de calor

Resumo:
Tipo de Projeto: Nova construção
Tipo de Edifício: casa isolada
Ano da Construção: 2012
Zona Climática: Continental
Superfície Útil: 226 m²
Custo da Construção: € 253.109
Número de Unidades Funcionais: 1 residência
Custo/m²: 1.120 €/m²
Buruaga Bidea, 01138 Berrikano, Alava
Espanha
Energia:
Consumo de energia:
Custo da eficiência energética do edifício: 0kWh PE/€
Energia primária necessária: 15 kWh PE/m²/ano
Energia primária necessária de um edifício padrão: 97kWh PE/m²/ano
Método de Cálculo: Real Decreto Espanhol: 47/2007
Mais infirmações: durante o inverno, o gasto comprovado em pellets dos clientes foi de €150
Comportamento da Envoltória:
Valor do U: 0,13 W/m².K
Mais informações: valores da envoltória térmica:
Acabamento da fachada: U=0,126 w/(m2K)
Fachada ventilada de madeira: U=0,150 W/(m2K)
Telhado: U=0,116 W/(m2K)
Soleira: U=0,169 W/(m2K)
Carpintaria: Uf 0,91 W/m2K
A fachada predominante constitui-se de:
Acabamento em reboco
Poliestireno: 50mm
Fibra mineral: 240 mm
Barreira de vapor
Painéis Osb
Fibra mineral: 40mm
PYL
n50 (I4) m³/H.m²n50 (Vol/H) Q4
Valor da permeabilidade ao ar : 1,32
Sistemas:
Sistema de calefação: Outros, sem sistema de calefação
Sistema de água quente: Caldeira elétrica individual
Sistema de refrigeração: sem sistema de refrigeração
Sistema de ventilação: Fluxo de duplo trocador de calor
Sistemas renováveis: Caldeira de biomassa
Ficha Técnica
Construtor principal
  • · ZBB
Autor do projeto
  • · Gorka Elorza
  • · GE arquitectura - Neum-Ecohabita
Consultoria térmica
  • ·TBZ-ENERGIEHAUS - Micheel Wassouf  
fonte:
http://www.engenhariaearquitetura.com.br/noticias/935/Um-exemplo-de-Casa-passiva-na-Espanha.aspx












quinta-feira, 21 de julho de 2011

O prazer do passado

Que nosso escritório tem quase 40 anos vocês já sabem. Mas, o que talvez vocês não imaginem é a quantidade de revistas de arquitetura (além de muitas outras relacionadas), que se pode acumular neste tempo. Sim, nos desfizemos de uma parte da biblioteca. Não resistimos, é claro, à nostálgica e tentadora experiência de folhear um a um cada exemplar. Deparamos-nos com belas imagens, com grandes arquiteturas (sempre tão atuais) e muitas, muitas curiosidades e, outra vez, “mordemos a maçã”!Desfilarão livremente aqui pelo blog reportagens, imagens e um pouco deste reencontro, sem comprometimentos, sem pretensões, por puro prazer!









Fonte: Acervo da Cabral Arquitetos, Revista Architectural Record n°021 - outubro 1988

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Do jeito dos antepassados

Cabral Arquitetos no Casa e Cia / Zero Hora do dia 22 fevereiro 2011.

Fazenda em Muitos Capões tem sede feita de taipa com área nova para o dono gourmet receber

Olhando para esta casa, dá para sentir o farfalhar das folhas das árvores e imaginar a vida sendo desfrutada devagar, como no tempo dos nossos bisavós. Pudera, o projeto é uma releitura das antigas construções da região italiana da Serra. Somam-se ao ruído das folhas ao vento o sino do campanário, na junção da construção nova com a antiga serve para chamar os comensais e o som do rio da telha, que corta a fazenda, no município de Muitos Capões, vizinho a Vacaria.

A moradia com a parte original da década de 1950 foi reformada e tem a parte nova projetada pelo escritório Cabral Arquitetos, com assinatura de Alberto Cabral. O proprietário, um gourmet, queria um "ambiente para integrar", reunindo equipamentos da cozinha campeira e da atual. Assim, a parte nova de 95 metros quadrados tem estar, cozinha e jantar e um lavabo.

– Este novo ambiente foi projetado para ser o mais sustentável possível. Todas as paredes são feitas de taipa de pedra. Não tem tijolo, não é revestimento. O taipeiro que realizou a obra mora no interior de Caxias do Sul e é um dos únicos profissionais do Estado. As pedras saem do próprio terreno – a região é muito pedregosa – conta Cabral.

Já as paredes e forros são de pinho (Araucaria Brasiliense) obtido com certificação, devido a uma barragem que iria inundar a região. Os tijolos para o piso provêm de Ipê, um município vizinho, e as esquadrias, de Otávio Rocha.






fonte: jornal zero hora de: 22 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Jardins Terapêuticos e Jardins Comestíveis

Jardins Terapêuticos e Jardins Comestíveis
Por Inês Reis e Márcia Marques

Os jardins sempre foram um espaço de bálsamo para a alma. É impossível não se acalmar diante do visual das plantas, do aroma das flores. Agora, essas características começam a ser usadas em favor de pessoas doentes ou das que apenas estão em busca de um momento tranquilo.

Nos Estados Unidos e na Europa, cresce a tendência de criação dos chamados jardins terapêuticos. Eles são construídos ao ar livre ou em átrios, em solários dos hospitais e em locais públicos, para serem frequentados pela população em geral.

Children's Hospital of Ireland

Combinados com o canto dos pássaros e o barulho da água corrente, despertam a visão, a audição e o olfato, provocando o que os especialistas chamam de distração positiva. A idéia de criação dessas áreas surgiu da observação de que a saúde física e mental é influenciada por aspectos do ambiente físico, como sua luz natural, espaço ou som.

A combinação equilibrada de terapias farmacológicas, comportamentais e ambientais é eficaz para melhorar a saúde dos doentes e idosos.

A implantação de espaços verdes em hospitais humaniza um ambiente geralmente associado à frieza, esterilidade, e até mesmo hostilidade em relação aos pacientes.

Jardins são bastante úteis no tratamento de crianças temporariamente incapacitadas por acidente, cirurgia, trauma psicológico ou ainda aquelas com deficiência mental, sensorial e física.

O contato direto com a natureza é capaz de ajudar na recuperação de doenças, estimulando a vontade de a pessoa viver e lutar. Chamada de Garden Therapy, ou Hortoterapia, uma eficaz coadjuvante dos tratamentos convencionais. A técnica combina cultura de plantas e jardinagem ativa e passiva (contemplação). A hortoterapia tem sido utilizada em institutos correcionais, nos casos de dependência química ou alimentar, fisioterapias, doenças mentais, no tratamento de idosos e doentes senis, bem como entre crianças com necessidades especiais ou não.

Para os mais velhos, a jardinagem possui um efeito extraordinário, pois estimula a ação e exercita a coordenação mão-olhos, melhora a capacidade motora fina, ajudando na abstração do pensamento obsessivo da perda de forças e da saúde. O resultado é que eles se sentem não só úteis e produtivos, mas menos tristes e solitários.

Nas doenças crônicas, degenerativas ou invalidantes. Quando a resposta aos remédios é insatisfatória, a terapia torna a vida mais agradável: mesmo que o doente não se cure, ele se sentirá melhor, mais relaxado.

A terapia pode ter também ação preventiva porque atividades ao ar livre pressupõe uso dos músculos e cérebro, exposição aos benefícios do sol e ar puro. Assim, é uma boa alternativa contra as doenças típicas da cidade: Obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose e câncer.

Muitas vezes, uma pessoa adoece porque se sente insatisfeita com a própria vida e deseja encontrar uma cura milagrosa, rápida e eficaz que não existe. Sem esforço e trabalho, busca a cura milagrosa, rápida e eficaz que não existe. Sem esforço e trabalho constantes não se chega a lugar algum. Todos nós precisamos nos ocupar da nossa recuperação, pois a equação terapia=remédio nem sempre se mostra tão válida, uma pequena mudança na paisagem faz bem, não só para a alma mas para o bolso e para o meio ambiente também.

A preocupação com uma alimentação saudável se intensifica conforme a ciência demonstra que esta é a chave para uma vida longa, e para a prevenção de doenças. Uma campanha vem ganhado força nos Estados Unidos, e sua garota propaganda é a primeira-dama, Michelle Obama, que está incentivando as pessoas para que ao invés de apenas utilizar água e adubo com jardins ornamentais, por que não aplicá-los no cultivo de alimentos? São os edible gardens ou jardins comestíveis - um nome mais requintado para a conhecida horta.

Oregon Burn Center Garden, Legacy Health

O grande desafio, é fazer com que essa tendência venha para ficar não somente nos Estado Unidos, Brasil, mas no mundo inteiro.

Colher um tempero fresco para fazer o jantar. Pegar uma laranja no pé e saborear o suco natural. Essas práticas, comuns apenas no Interior, estão mais perto do que imaginamos. Inspirados nessa tendencia, algumas empresas têm difundido a idéia no mercado imobiliário.

O paisagista Roberto Burle Marx, em meio às suas obras de arte, gostava de cultivar plantas que podiam ser vistas também, depois, nos pratos.

Qualquer pessoa pode adotar o conceito e ter em um vaso com salsinha, cebolinha e até manjericão. O resultado? Temperos frescos e mais saborosos.

O aproveitamento de pequenos espaços urbanos para o cultivo de jardins comestíveis traz benefícios para todos que irão compartilhar de um agradável e belo espaço de convivência e produção de alimentos e ervas para chás e temperos.

Como hoje nem todas as pessoas tem espaço no quintal para plantar, há a possibilidade de se ter um pequeno jardim comestível em recipientes, dá para aproveitar muita coisa que tem em casa mesmo, é só usar a criatividade! Não é improvisação, é um método de alta produtividade comprovado por agricultores. O requisito básico é que o local tenha algumas horas de sol por dia.

fonte:
http://www.forumdaconstrucao.com.br

quarta-feira, 3 de março de 2010

Telhado camaleão

Parece ficção científica, mas não é! Estudantes do Massachusetts Institute of Technology criaram uma telha capaz de mudar de cor conforme a temperatura, a fim de aproveitar o calor e economizar energia.


Com o uso de um gel de polímero que muda de fase, é possível controlar as propriedades de transmissão de energia luminosa da telha. Assim, quando está frio, o telhado fica preto, enquanto que, em temperaturas mais altas, torna-se branco.



Para ler mais, acesse o eco4planet.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mercado imobiliário X Sustentabilidade

A Ação Editora publicou em seu site uma notícia bem interessante sobre mercado de imóveis e ideias sustentáveis.

Ao apresentar dados resutantes de pesquisas internacionais comprova como esta relação ainda é conflituosa e contraditória - quando o idela seria que sustentabilidade e ambições comerciais se aliassem em prol da coerência e responsabilidade com o futuro.

Um dos mitos desmascarados seria o de que "construcões verdes" nem sempre são viáveis devido aos custos elevados em relação a métodos mais tradicionais (e poluentes). Na verdade, a diferença de valor é um tanto modesta: na maioria dos casos não passa de 2% a mais. Um pequeno investimento que pode gerar grandes resultados para a humanidade.

Para ler a notícia na íntegra clique aqui.

Feito duendes e caramujos

A empresa mexicana Arquitectura Orgánica é especialista em fazer casas integradas ao meio ambiente e que parecem saídas de contos sobre duendes, fadas e outras criaturas fantásticas.

Um dos exemplos é esta incrível casa em formato de concha, feita para uma família que buscava mais sintonia com a natureza:





Um pouco de fantasia na realidade, e que não faz mal à ninguém. Veja mais do que eles chamam de habitat orgânico aqui.